Abrimos o relatório com uma visão clara: 2025 marca uma virada no cenário digital e impacta diretamente escolhas de consumidores e estratégias de marketing digital no Brasil.
Vemos a socialidade ganhar camadas: interações entre pessoas, assistentes e bots redefinem confiança e autenticidade. A IA já cria conteúdo, otimiza anúncios e analisa dados, e isso exige adaptação das marcas.
O engajamento migra para mensagens privadas e DMs, dificultando métricas tradicionais, enquanto plataformas como YouTube, Threads, X e Bluesky redesenham alcance e descoberta.
Nosso foco é prático: vamos mostrar tendências, sinais e ações que cada marca pode adotar para manter relevância junto ao consumidor num tempo de atenção escassa.
Panorama 2025: socialidade híbrida, IA em alta e o novo cenário de consumo
Nesta fase, vemos a convivência entre pessoas e bots transformar a rotina digital. Essa socialidade híbrida altera confiança, ritmo e expectativas do público.
O que muda quando interação humana encontra assistentes e bots
Interações com assistentes automatizados passam a integrar a comunicação diária. Ferramentas de inteligência artificial já criam conteúdo e otimizam anúncios, aumentando eficiência e segmentação.
Ao mesmo tempo, excesso de material automatizado pode reduzir autenticidade. Fragmentação cresce: Threads aproxima 400 milhões de MAU, X fica entre 500–600 milhões e Bluesky ganha espaço por descentralizar conversas.
Oportunidades para marcas no ambiente digital brasileiro
Para nós, há caminhos claros: usar automação com propósito e preservar o toque humano. As plataformas evoluem políticas e APIs; empresas que obedecem governança ganham vantagem.
- Automação com propósito: foco em personalização útil, não ruído.
- Consistência editorial: manter voz e confiança frente à tecnologia.
- Compliance e transparência: planejar campanhas com regras e ética.
- Plataforma certa: adaptar formato à jornada do público, priorizando impacto.
Essas ações ajudam marcas e empresas a surfar mudanças no cenário e aproveitar o crescimento do marketing digital.
Como os algoritmos e o comportamento do público redesenham o engajamento
A migração para conversas privadas transforma sinais visíveis em pistas discretas. Isso gera o que chamamos de engajamento invisível, difícil de medir com métricas tradicionais.
Da praça pública às DMs: o “engajamento invisível” e suas métricas
Usuários compartilham menos publicamente e trocam mensagens privadas. Resultado: curtidas e comentários públicos perdem escala.
Precisamos triangular sinais. Observamos saves, compartilhamentos privados, menções indiretas e eventos off-platform.
Conteúdos que retêm atenção em feeds guiados por IA
Plataformas com inteligência priorizam tempo de permanência e relevância percebida. Isso muda a forma do roteiro, o ritmo e o gancho das peças.
- Foco em utilidade: conteúdo curto, claro e que incentiva resposta.
- Testes rápidos: variações de narrativa, formato e timing para encontrar o que funciona.
- Medição híbrida: combinar dados públicos com sinais de conversão e tráfego direto.
Também monitoramos bots e assistentes: eles ampliam interações, mas podem inflar métricas. Por isso criamos rotinas de análise contínua que conectam consumo de conteúdo a objetivos reais de negócio.
como as redes sociais estão moldando o consumo em 2025
A jornada do público hoje acontece em pedaços, entre apps, vídeos e buscas alimentadas por IA.
Nesse ambiente, o consumidor vive micro-momentos que exigem cadência e coerência nas mensagens.
Descoberta sofre impacto direto: resumos gerados por IA nos feeds e no Google reduzem cliques. Isso pede conteúdos mais claros, úteis e com gancho imediato.
Consideração e conversão dependem cada vez mais de sinais de confiança: provas sociais, reviews e transparência no uso de dados. Métricas públicas perdem escala com a migração para DMs, sem significar menor interesse.
Nossas estratégias priorizam segmentação responsável. Usamos dados para personalizar anúncios sem invadir privacidade e para fortalecer lealdade às marcas.
- Awareness: conteúdos educativos curtos que geram atenção no tempo certo.
- Meio de funil: comparativos e provas de valor que sustentam escolha.
- Fundo de funil: experiências consistentes que destravam decisão.
Por fim, calibramos forma e frequência para evitar saturação e medimos impacto real com indicadores de saúde de marca e de experiência, não apenas vaidade.
Threads, X e Bluesky: a disputa pela conversa em tempo real
Plataformas concorrentes hoje disputam não só usuários, mas ritmo e contexto de diálogo.
Threads cresceu rápido (~400 milhões de MAU) pela integração com Instagram. X segue maior, com 500–600 milhões, apesar de perder 2,7 milhões nos EUA após a eleição de 2024. Bluesky entra com uma arquitetura descentralizada e público nichado.

Sobreposição de públicos e implicações para estratégias e anúncios
A sobreposição exige que ajustemos voz e formato para cada plataforma. Não adianta repetir o mesmo post; isso canibaliza alcance e confunde o público.
- Presença coerente: mantenha identidade, mas adapte tom por plataforma.
- Campanhas segmentadas: teste criativos por contexto e hora do dia.
- Brand safety e alcance: monitore políticas e ajuste investimentos conforme volatilidade.
- Medição prática: combine discussão pública, tráfego qualificado e conversões assistidas.
- Operação ágil: cadência editorial clara e guidelines de moderação para proteger marcas.
Em suma, nosso marketing precisa de testes A/B constantes, sinais por cenário e otimização de anúncios nativos. Assim maximizamos resultados sem perder confiança do público.
TikTok em xeque nos EUA e reflexos no marketing digital
Decisões políticas em Washington podem redefinir alcance global de plataformas de vídeo curto.
A exigência de venda do TikTok segue incerta. Há resistência da China sobre o algoritmo e históricas idas e vindas — Trump já adiou aplicação de leis. Um banimento reduziria alcance e valor do canal para marcas.
Cenários de risco e caminhos práticos
Risco imediato: alocação de mídia muda de um dia para o outro. Precisamos ter planos de contingência prontos.
- Migrar bibliotecas criativas para Reels e Shorts, adaptando metadados.
- Testar anúncios em múltiplas plataformas para preservar performance.
- Priorizar formatos curtos multiplataforma com variações por feed.
- Preservar dados usando pixels, UTMs e CDP para reduzir perda de aprendizado.
- Fortalecer canais proprietários: listas de contato e YouTube/Instagram.
Essas ações minimizam o impacto e aceleram o crescimento em canais alternativos. Diversificação constante é a nossa melhor defesa contra dependência de uma única plataforma.
YouTube como “nova TV”: alcance, comunidade e performance
No ambiente digital, YouTube funciona hoje como uma emissora que vive em múltiplos dispositivos.
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Para nós, essa plataforma reúne massa e nicho ao mesmo tempo. O resultado é maior reach para marcas e públicos que migraram do broadcast para o streaming.
Por que o YouTube lidera o streaming e o que isso muda
Alcance massivo, hábito domiciliar e portabilidade tornaram o site referência. Ele entrega comunidades ativas, long tail de interesses e tempo de visita maior que outros espaços.
Planejamento de mídia: awareness a performance
Estruturamos campanhas full-funnel. Usamos formatos impactantes para awareness e segmentação por intenção e dados para otimizar conversões.
Conteúdos e formatos vencedores para o Brasil
- Conteúdos educativos e reviews que geram confiança.
- Podcasts em vídeo e séries de comunidade para recorrência.
- Shorts combinados com vídeos longos para frequência eficiente.
Oferecemos governança de marca e testes constantes. Assim equilibramos criatividade, segurança e otimização de anúncios para melhorar experiência e crescimento em múltiplas redes e plataformas.
Formatos e conteúdo: vídeos curtos, IA generativa e qualidade
O formato breve domina agora boa parte do tempo de atenção do público. Desde o surgimento do TikTok, vídeos curtos se consolidaram e ganharam espaço em Reels e Shorts.
Para nós, o segredo é um início forte: gancho nos primeiros segundos, cortes ágeis e legendas que ajudem na retenção. Storytelling claro e ritmo constante aumentam compartilhamento e memória da marca.
A inteligência artificial acelera criação com ferramentas que geram roteiros, variações e testes. Ainda assim, priorizamos qualidade: revisões humanas evitam outputs genéricos e protegem reputação nas redes.
- Quando usar realidade aumentada: efeitos interativos elevam experiências sem perder clareza.
- Variações por tipo: tutorial, review e bastidores funcionam de formas distintas por produto.
- Medição além de views: foco em retenção por segundo, cliques, salvamentos e respostas.
Padronizamos identidade visual e sonora com guidelines para acelerar produção mantendo consistência. Testes multiplataforma garantem aprendizado transferível e melhoria contínua.
Descoberta sem hashtags? SEO para redes e resumos de IA do Google
A descoberta mudou: hoje buscamos sinais de intenção mais fortes que etiquetas. A queda das hashtags veio quando algoritmos passaram a priorizar contexto, qualidade e comportamento do usuário.
Queda das hashtags e ascensão de palavras‑chave
Hashtags perderam peso diante de sistemas que leem intenção. Por isso, focamos em títulos e legendas com palavras‑chave naturais e específicas.
Resumos de IA e queda de cliques
O Google mostra resumos gerados por inteligência no topo. Isso reduz cliques para sites. Nossa resposta: promessas claras em snippets e formatos ricos que despertam curiosidade.
Estratégias para aparecer e gerar desejo de clique
- Formato: carrosséis e vídeos curtos que abrem um loop para a página.
- Legendas: otimizadas com termos de busca e CTAs sucintos.
- Snippets sociais: FAQs e destaques que respondem rápido e convidam ao próximo passo.
- Integração: otimizar título, descrição e tags em cada plataforma.
Medição com menos tráfego orgânico
Medimos com brand search, share of voice e eventos de engajamento qualificado. Usamos dados de intenção para alimentar pauta e roadmap de conteúdos.
Influência em transformação: de creators ao EGC/UGC e confiança
A influência do conteúdo autêntico cresce e muda nossa relação com consumidores e marcas. Pesquisas mostram que posts de funcionários geram até 8x mais engajamento que peças patrocinadas, e UGC costuma converter melhor por reforçar prova social.
Funcionários e clientes como embaixadores autênticos
Pessoas reais contam histórias de uso, bastidores e demonstrações. Isso cria confiança rápida.
Devemos estruturar programas internos que preservem voz genuína e sigam compliance.
Equilíbrio entre automação, criatividade e credibilidade
Automação acelera testes, mas não substitui a criatividade humana. Combinamos UGC/EGC com anúncios em campanhas para amplificar impacto sem perder veracidade.
- Por que funciona: depoimentos reais valem mais que claims.
- Como fazer: curar conteúdo, garantir direitos e dar créditos.
- Medição: engajamento, taxa de conversão e lift de brand search.
- Boas práticas: incentivos claros, reconhecimento público e hubs para reuso em múltiplas plataformas.
Consumidor 2025 no Brasil e estratégias práticas para marcas
O tempo virou moeda: propostas que economizam minutos ganham vantagem competitiva. Precisamos mapear perfis e criar caminhos claros para cada público.
Perfis em alta
Neo‑niilistas: céticos, valorizam autenticidade e transparência radical.
Redutores: buscam menos tela e consumo responsável.
Protetores do tempo: querem jornadas enxutas e serviço rápido.
Pioneiros: adotam realidade aumentada e experimentos com inteligência e metaverso.
Phygital, realidade aumentada, IA e personalização responsável
Ativamos phygital com experiências presenciais conectadas a RA para reforçar conversão. Personalizamos com controle de preferências e explicabilidade dos modelos.
Política, regulamentação e segurança
LGPD e políticas das plataformas exigem práticas claras de dados. Empresas que priorizam segurança escalam confiança e protegem a marca.
- Como agir: jornadas enxutas para protetores do tempo, transparência para neo‑niilistas.
- Ferramentas: RA para demonstração de produtos; IA para recomendações úteis.
- Operação: backlog ágil, rituais curtos e testes por segmento.
Em resumo, conhecendo consumidores e equilibrando novidade com acessibilidade, entregamos experiências que respeitam tempo e geram valor imediato.
Conclusão
Encerramos com passos claros para transformar tendências em crescimento real e sustentável.
Reforçamos a lição central: autenticidade e conteúdo gerado por usuários pesam mais. Vídeos curtos mantêm liderança e devem compor nossa forma de trabalho junto a experiências longas.
Para marcas, a presença em plataformas precisa priorizar valor, não ubiquidade. Testamos hipóteses rápido, documentamos aprendizados e padronizamos o que funciona por tipo de canal.
Unimos anúncios e conteúdos com governança e mensuração contínua. Medimos sucesso por métricas de valor — lealdade, LTV e satisfação — além do clique.
O futuro pede estratégia viva: sprints, rituais de revisão e investimento em ferramentas que respeitem tempo e privacidade dos consumidores.